25 maio, 2005

A eleição que vale a pena.

Canadá
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14 maio, 2005

Afinal, o que querem os ateus ?

Passei por uma fase em que os discursos de Lula, José Dirceu ou J. Genoíno ou outros simpatizantes de Fidel, como Chávez e Frei Betto, aquele excomungado, me causavam uma angustia inexplicável. (Quanta gente estranha num mesmo parágrafo!)

Finalmente descobri que o que tanto me causava ansiedade era a superioridade moral destas pessoas todas. Aquela superioridade que transparece em seus discursos, textos e argumentações.
Aquele indefectível meio-sorriso dos superiores.

Felizmente isso passou depois da leitura de bons livros como este, bons blogs como este , e principalmente depois de muito recolhimento e reflexão.

Há um tempo descobri que uma outra coisa me incomodava muito.
Os ateus ou assim denominados, os que "não acreditam em nada disso", ou em nada de nada, exibem o mesmo ar de superioridade.
Afinal, como todos sabem, o fato de não se acreditar em nada é um passo a mais na evolução mental e neural do ser humano. Para eles a não-crença, a falta de fé, simbolizam a transposição de um mundinho em que havia a necessidade de mitos ou superstições, tão necessárias aos primitivos.
Referem-se aos religiosos ou àqueles imbuídos de espiritualidade e fé como crianças que precisam do papai-noel para seu Natal ser mais feliz. Referem-se a Deus ou a fé como "placebão".
Os que acreditam em Deus o fazem por precisarem de uma muleta para a sobrevivência. Por serem incapazes de viver a realidade fria de um universo sem propósito, por serem incapazes de encarar a inutilidade de sua própria existência.
Os ateus têm orgulho de não serem espiritualmente diferenciáveis de uma mosca, um dromedário ou de um vaso de samambaias. Daí sua superioridade moral.
Nós que acreditamos em Deus, em vida após a morte, na ressurreição dos mortos, ou na reencarnação do espírito, somos apenas vítimas de auto-engano. Tudo isso são apenas construções humanas, habilmente moldadas durante milênios para tornar mais suportável a tarefa de nascer, crescer, defecar, reproduzi-se e cuidar da prole.
Não precisamos de deus (assim mesmo em letras minúsculas), dizem eles; algumas vezes num ato falho deixam escapar: "desculpe, mas não consigo acreditar em nada disso.
Os ateus são fortes, encaram a realidade de frente, são felizes agora e já. Não temem a inexistência futura, não temem o não-ser. Daí sua superioridade e desdém.

Parafraseando um certo rapaz, são mesmo muito chatos!
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11 maio, 2005

Cópula

"...Eis aí. No primeiro dia do encontro, uma declaração confusa — e, além de tudo, covarde — censura, com uma das mãos, o terrorismo e, com a outra, o afaga. Como o terror é a negação da política, até agora, só os terroristas saíram ganhando com ela. O que é “legítimo direito á defesa” no contexto da luta israelo-palestina? Inclui o Hamas e explodir crianças em ônibus escolares? Amorim tem de dizer. Afinal, todos somos a favor do belo e do direito de resistência. Em palavras com essa pompa, esconde-se o reino do horror. O “legítimo direito á resistência”, naquela região, inclui o “legítimo direito de defesa”? Caso Israel saiba onde se acoita um homicida, deve deixá-lo livre para agir? O que o governo brasileiro tem a dizer a respeito?

Não tem nada. Porque, de fato, o objetivo dessa cúpula era só demonstrar o “protagonismo” do Brasil e praticar antiamericanismo caro aos cofres públicos, com toda essa patética coreografia de sistemas de segurança — e mal conserguimos uma almofada decente para acomodar o traseiro do presidente do Iraque! No fim das contas, saímos desta como um desses lugares exóticos do planeta que não conseguem nem garantir à imprensa mundial que cobre o evento instrumentos para a devida tradução simultânea..

Reinaldo Azevedo, aqui.
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05 maio, 2005

Saudosismo

Hoje pela manhã fui ao aeroporto de Congonhas buscar um colega americano que vinha de Salvador.
Novamente aquela impressão de estar em lugar civilizado me assaltou. Pessoas bonitas, bem vestidas, carregando malas. Vão falar que sou conservador, retrógrado, monarquista (hehehe), mas talvez pelo fato de o Aeroporto ser a porta de saída ou de entrada de gente quase sempre educada de todos os lugares daqui do Brasil e do mundo o faça um lugar tão especial.

Congonhas é claro tem muito charme, não sendo alcançado pelo aeroporto de Cumbica. Ecos daqueles tempos, na década de 50, em que o Brasil ainda era o país do futuro, e que as pessoas que habitavam os centros urbanos e rurais ainda eram cordiais e não usavam sandálias de borracha.
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